A Comunidade, poder e o serviço

A jovem Camila Téo, da Comunidade Santa Edwiges, Paróquia Nossa Senhora do Carmo, Setor Nova Esperança, postou um texto muito interessante em seu perfil no Facebook e que serve para refletirmos sobre o porquê de estarmos em comunidade. Leia:

“Prezados amigos, familiares e leitores, boa noite!

Neste momento deveria estar fazendo uma série de coisas, mas minha cabeça pede para que eu escreva esta carta e envie a todos vocês.

A palavra de Deus, quando enviada a nós através dos séculos e do árduo trabalho de muitos escribas, nos trás muitas mensagens e questões importantes e válidas até hoje, que são, pelos padres “traduzidas” para a aplicação em nossa realidade, que já não é a de Jesus Cristo.

Peço desde já a compreensão dos amigos que professam outros credos, mas creio que será possível perceber que tudo o que colocarei nas próximas linhas também será útil para todos, com o intuito de reforçar ou de destruir a fé de cada um.

Quando nos juntamos em uma comunidade, segundo a Bíblia Sagrada, temos o intuito de trabalhar e fazer o bem de forma IGUALITÁRIA, sem a necessidade de poder.

É claro que, em muitos casos, se faz necessário o uso de representantes para determinadas situações e questões burocráticas no mundo em que vivemos, mas vejo que isso não esta sendo seguido pelos atuais representantes das comunidades.

A maioria dos representantes escolhidos pela comunidade pensa apenas no poder, nos cargos e nas “regalias” (inexistentes, coitados) dadas por uma simples nomenclatura de COORDENADOR, MINISTRO, ADMINISTRADOR. Muitos esquecem o real motivo da união daquela comunidade e passam a viver em busca de um desses nomes ou de qualquer outro que a comunidade tenha.

A comunidade deveria ser um lugar onde as pessoas trabalham em UNIDADE para a construção de algo COMUM (olha só, o próprio nome já diz tudo) então fica a minha triste e real pergunta… Qual é a necessidade de buscar um “cargo” em uma comunidade eclesial de base ou em uma paróquia?

O trabalho é imenso, constante e muitas vezes extenuante, mas que é feito por muitas pessoas com um grande sorriso no rosto e sem a menor necessidade de ser ao menos lembrado. A comunidade precisa de mais e mais pessoas para manter um bom trabalho em prol do povo, mas é mesmo necessário brigar tanto por um nome? Não basta apenas fazer a sua parte e agradecer a Deus pela saúde concedida para estar junto da comunidade fazendo o bem?

Pensem na real necessidade dessa procura desenfreada por um cargo, que eu aqui ouso chamar de “banquinho”, ou seja, um lugar aparentemente mais alto.

No entanto, se a comunidade decidiu de maneira leal e válida, colocar algumas pessoas no “banquinho” quer dizer que elas estarão apoiando o trabalho dessas pessoas e assim todos continuarão trabalhando juntos e aqueles que foram escolhidos pelo povo da comunidade deverão representá-los da melhor maneira, com humildade e temor ao Verdadeiro Chefe, ao autor da fé, ao único ser digno de HONRA, PODER E GLÓRIA, que é DEUS.

Agradeço a leitura de todos e peço encarecidamente que encaminhem este texto aos seus amigos e conhecidos, ainda que tenha alguns erros, mas vejo como essencial a leitura para despertar a reflexão em todos aqueles que desejam trabalhar com lealdade pela causa do Reino de Deus ou por qualquer coisa na qual realmente acreditem.

Paz e Bem,

Camila Téo da Silva
Participante da Comunidade Santa Edwiges
Paróquia Nossa Senhora do Carmo
Região Brasilândia
Arquidiocese de São Paulo”
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