Festa da vida, partilha, alegria e comunhão. Páscoa, vida nova, libertação!

Desde o princípio o nosso Deus “é do lado dos pobres” ele toma partido em defesa do seu povo oprimido porque criou todos e todas para terem a plenitude da vida. E quando esta não é uma realidade ele age na história. Desta forma, diante da escravidão do povo no Egito, o próprio Deus se manifesta: “Eu vi a opressão do meu povo… Ouvi o seu clamor… e desci para libertá-los… e para fazê-los subir para uma terra fértil e espaçosa” (Ex. 3, 7-8).
Todos os anos o povo fazia memória deste acontecimento tão importante em suas vidas, com uma grande festa: a Celebração da Páscoa, que se refere à passagem. Recordavam, pois a passagem desta situação de escravidão e morte para a libertação e conquista da terra prometida, que é a vida nova do povo de Deus que resgata a sua dignidade, celebra a partilha e vive em comunhão.
Em Jesus a Páscoa se renova e por meio da sua paixão, morte e Ressurreição celebramos o seu mistério pascal e em vez de sacrifícios de cordeiros que antes eram oferecidos a Deus na festa da Páscoa, agora o próprio Jesus se oferece em sacrifício. Ele foi identificado como “Cordeiro que tira o pecado do mundo” (Jo. 1,29).
E quando celebrou com os seus discípulos a festa da Páscoa, Jesus indicou o sentido da sua morte. Ele se entregou em favor de todos, ofereceu sua vida pela libertação dos filhos de Deus: “Isto é meu corpo, que é dado por vocês… Este cálice é a nova aliança do meu sangue” (Lc. 22,19). Jesus tornou-se assim a nossa Páscoa e pediu para que nós nunca nos esqueçamos deste acontecimento e sempre o celebremos: “Façam isto em memória de mim” (Lc. 22,19).
Celebrar a Páscoa é celebrar o mistério pascal de Cristo, fazer memória atualizando-o com as angústias, lutas e sofrimentos do povo; também com os sinais de ressurreição, as conquistas, sonhos e esperança de ver chegar “a terra prometida”, um mundo melhor para todos.
Celebrar a Páscoa de Jesus, comungar a cada domingo é se comprometer com os sofrem, pois: “É Jesus este pão de igualdade. Viemos pra comungar, com a luta sofrida de um povo, que quer ter voz, ter vez, lugar. Comungar é tornar-se um perigo. Viemos pra incomodar. Com a fé e a união nossos passos um dia vão chegar.” É preciso se comprometer porque a dignidade humana não pode continuar sendo violada. A justiça social precisa acontecer urgentemente, pois muitos de nossos irmãos e irmãs estão ainda no sepulcro da morte: pela fome avassaladora, violência e opressão; estão pregados na cruz da miséria, do abandono e da exclusão. Precisamos ver esta realidade, ouvir estes clamores e descer, ou seja, agir para que a Páscoa aconteça no nosso dia-a-dia e na vida destes nossos irmãos e irmãs!
Somente assim, “ninguém mais terá fome, ninguém mais terá sede” (Is. 49,10). É este o banquete do Reino, o sonho de Deus para todos os seus filhos e filhas. Uma Páscoa e vida plena onde todos são iguais, irmãos, onde a justiça acontece e o amor é a lei maior. A festa da vida, partilha, alegria e comunhão. Páscoa, vida nova, libertação: “Um novo céu e uma nova terra” aqui entre nós!

Por Elaine Cristiana de Lima
(Pedagoga, membro da Equipe de Coordenação da PJ da Arquidiocese de São Paulo e membro do GT – Mística e Construção da PJ Regional Sul 1)

 

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