E agora Gabi? (Capitulo 4)

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Galera imagino que estejam tão aflitos quanto eu fiquei por esperar novidades sobre a Sara e o Denis. Pois bem isso vai ter que esperar um pouco, porque quando a policia chegou nos disse que só podia agir nestes casos depois de 24 horas do desaparecimento. Imaginem como ficou a pobre da dona Lourdes, com o coração na mão, tadinha. Como já era quase meia noite, o pai da Sara chegou do trabalho e imediatamente veio a minha casa, ficou sabendo de tudo e resolveu levar a Lourdes para casa e aguardarem lá. Eu não consegui pregar o olho a noite toda, mas resolvi ir para escola. Não foi uma boa idéia! Além de não encontrar nenhum deles, minha primeira aula era com a tal professora que ofendeu a Sara. Quando entrei na sala, perdi as estribeiras, falei que por causa dela a Sara não queria vir mais para a escola, e que também estava desaparecida. A professora foi super grossa, disse que seria bom mesmo que ela não aparecesse mais por lá, e que “aberrações” não eram bem vindas em sua aula. Não aguentei e correndo sai de sua sala. Fiquei por um tempão no pátio refletindo sobre tudo aquilo e não conseguia acreditar como que uma professora podia pensar daquele jeito… De repente ouvi dois meninos que eram amigos do Carlos comentando sobre ele, fui logo perguntar.

– Oi, vocês sabem para onde levaram o Carlos?
– Então, ficamos sabendo que eles alojaram a galera de lá, numa escola na Caixa Baixa, sabe perto da…
– Sei sim onde é obrigado viu!
Decidi ir até lá depois da aula. Quando deu o sinal de saída, liguei pra minha mãe e disse que teria que ficar até mais tarde na escola estudando. Mentirinhas para boas causas podem né? Peguei o ônibus para Caixa Baixa, quando cheguei, fui direto para a tal escola, ao entrar me deparei com uma situação lastimável, muitas famílias tendo que dormir no chão das salas, do pátio, com crianças pequenas, choro para tudo quanto era lado, pessoas reclamando, gritando… Comecei a procurar pelo Carlos, perguntei para tudo quanto foi gente, até que o encontrei junto com sua família em uma das salas, foi emocionante, corri, abracei-o, e com muita tristeza ele e sua família me diziam o que estavam passando desde a enchente. Vendo-os naquela situação não tive outra escolha, levei-os para minha casa e durante o caminho fui contando para o Carlos tudo o que vocês já sabem. Quando chegamos fomos juntos a casa da Sara saber noticias… Tinham uma informação que uma jovem havia dado entrada no hospital com muitos ferimentos, mas ainda não sabiam se era ela. Dali a 5 minutos a policia confirma que era ela mesma. Fomos todos juntos para o hospital, mas como estava muito cheio, os pais da Sara estavam demorando em conseguir informações. Enquanto isto o Carlos e eu sentamos para esperar, daí comecei a pensar.
Espero que não seja nada grave com á Sara. Mas o que será que aconteceu para ela se machucar tanto?
Que situação triste a das pessoas no alojamento onde estava o Carlos hen! Será que nunca terão uma moradia digna? Tá certo manter pessoas naquela situação?

Roteiro para o capitulo 4.

A partir da historinha que você acabou de ler, discuta no seu grupo as questões levantadas pela personagem.

(Depois de compartilhar as opiniões, leia o texto a seguir).

Até o momento temos visto que a empreitada da Gabi só aumenta, depois do desaparecimento da Sara, sua vida virou uma grande correria. Mas não podia ser diferente, como ficar parado apenas esperando diante de tantas situações difíceis. Neste caso só resta agir. E foi o que a Gabi fez, teve coragem de ir ao encontro do seu amigo Carlos quando soube o lugar para onde o levaram, não pensou duas vezes em fazer isso, pois com certeza já estava impaciente sem noticias, e também sabia que ele poderia ajudá-la com o caso da Sara e do Denis.
Essa atitude da Gabi revela um grande passo dado por ela desde o inicio da estória, pois de seus questionamentos está surgindo à ação, finalmente ela esta se dando conta que não basta apenas questionar, mas que os questionamentos têm que caminhar com a ação, sobretudo de ir ao encontro do próximo e se unir a ele nesta grande luta em busca das mudanças sociais.

Leitura de iluminação.

Lucas cap. 10, 26 -37.

Como a passagem do evangelho pode ser associada à reflexão da conversão comunitária integrada à relação com a nossa busca de caminho fraterno e comunitário?

Sugestão de musica: Eu só peço a Deus (Mercedes Sossa)
Sugestão de poema: Canto a Fidel (Ernesto Che Guevara)

Nossa historinha será dividia em 6 capítulos. Cada capítulo trabalhado formará uma letra de um grande mosaico.
Para este encontro peça para cada membro do grupo escrever, desenhar, etc., numa folha de sufite, algo que reflita tudo o que foi trabalhado. Depois juntem todas as folhas e formem a quarta letra do mosaico que será a letra “C”.

(história criada pelo GT “A Juventude Quer Viver”
Arquidiocese de São Paulo)

Acompanhem nosso blog, e aguardem os próximos capítulos desta história de juventude!
Para ver o primeiro capítulo desta história clique
 aqui.
Para ver o segundo capítulo desta história clique aqui.
Para ver o terceiro capítulo desta história clique aqui.

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