A Juventude Quer Viver! Ato inter-religioso Contra a Redução da Maioridade Penal

A Juventude Inter-Religiosa se reuniu na ultima quarta-feira, 29/05, na Praça Roosevelt para clamar por um só pedido: A Juventude Quer Viver!

Nos colocamos em caminhada com as bocas fechadas, amordaçadas simbolicamente por uma fita, representando que somos impedidos de falar, e rumamos para depararmo-nos com luzeiros que nos apontariam perguntas, nos acometeriam à realidade, no proporcionariam intenso momento de reflexão pela vida e por todos nossos irmãos.

Quem encarcera a sua voz?
“Como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano; Quero lançar um grito desumano que é uma maneira de ser escutado; Esse silêncio todo me atordoa, atordoado eu permaneço atento; Na arquibancada, prá a qualquer momento, ver emergir o monstro da lagoa.” (Cálice – Chico Buarque)

Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo

1º Luzeiro: Quem encarcera sua voz?
Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo

Somos chamados a pensar qual opressão vivemos, o que têm nos causado sinais de morte, nos levado à escuridão. Fomos então convidados a expressar nosso silêncio em cartazes, onde se vê os inúmeros gritos… “Chega de cárcere” “Policia” “A Juventude Quer Viver”…

Quanto vale a sua vida?
“Eles querem te vender, eles querem te comprar, querem te matar, à sede… eles querem te sedar. Quem são eles? Quem eles pensam que são?
Vender… Comprar… Vedar os olhos, jogar a rede contra a parede, Querem te deixar com sede, não querem nos deixar pensar. Quem são eles? Quem eles pensam que são?” (3°do Plural – Engenheiros do Hawai)

Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo

2º Luzeiro: Quanto vale a sua vida?
Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo

Imersos por uma apresentação teatral, a realidade choca-nos e escancara-se à nossa frente. Há famílias passando fome, sem emprego, sem possibilidade. Se quer, cai-lhes a chuva do céu, para afogarem o desespero. Há miséria, desumanidade. Há gente morrendo, e gente se alimentando da morte.

Qual a cor da prisão?
“Tem que acabar com esta história de negro ser inferior, o negro é gente e quer escola, quer dançar samba e ser doutor. O negro mora em palafita, não é culpa dele não senhor, a culpa é da abolição que veio e não o libertou!” (Negro nagô – Canção popular)

Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo

3º Luzeiro: Qual a cor da prisão?
Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo

Dados apontam: “A solução apresentada se contrapõe a alguns dados, como a informação da Fundação Casa (São Paulo) neste ano, que apontam que apenas 0,6% dos internos estão encarcerados por motivo de homicídio.”
“A Redução da Maioridade Penal não deseja a ressocialização de adolescentes, mas ao encarceramento violento, marcado por violações de direitos humanos.”
“A Redução ampliará a criminalização de uma classe, de uma cor e etnia, e de um território nas cidades: A população pobre, negra e periférica.”
Identificando tais e tantos outros problemas, não nos acomodamos.

O que move a punição?
“Estamos chegando do fundo do medo, estamos chegando das surdas correntes,um longo lamento nós somos, viemos louvar.” (A de Ó – Milton Nascimento)

Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo

4º Luzeiro: O que move a punição?
Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo

O direito à voz precisa ser de todos, e os jovens encarcerados nos alertam: “Passamos cerca de seis dias comendo a mesma coisa.” “Não há nada para se fazer aqui.” “Nossa famílias precisam ser mais bem cuidadas.” Um pedido, que em sua simplicidade, se torna tão brutal: “Precisamos de desodorante”

“Estamos chegando do funda da terra, estamos chegando do ventre da noite, da carne do açoite nós somos, viemos lembrar.” (A de Ó – Milton Nascimento)

Uma mãe, imersa em sofrimento, nos diz “Só quem está lá sabe como é dormir com 50 presos em uma única cela, receber comida estragada, ser humilhado. Não, não há Estado intervindo, quem sobrevive àquilo é por causa da família.”

Direitos para quem?
“Quero que a justiça reine em meu país, quero a liberdade, quero o vinho e o pão, quero ser amizade, quero amor, prazer; Quero nossa cidade sempre ensolarada, os meninos e o povo no poder, eu quero ver.” (Coração Civil Milton Nascimento)

Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo

5º Luzeiro: Direitos para quem?
Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo

Iluminados , e chamados a iluminar-nos uns aos outros, já não resta dúvida: Chega de ficarmos calados, chega de estarmos cedidos à um sistema opressor e desigual, chega de cárcere, chega de morte!

Juntos, gritamos alto: Queremos saúde pública de qualidade, bom trabalho e oportunidades para todos, segurança, educação publica e gratuita! Somos sujeitos de direitos!
E inspirados por mesmos sonhos que nos levam a caminhos de luta, em defesa da vida e da vida juventude, em ciranda, partilhamos nossas utopias, somos força e união!

Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo

PJ Presente na Caminhada
Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo

“Axé, axé, axé pra todo mundo, axé! Muito axé, muito axé, muito axé pra todo mundo, axé!”

Texto: Teias da Comunicação PJ Brasilândia
Fotos: Natália Blanco/ Alexandre Pupo
Retiradas da Página do Facebook da Reju São Paulo

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